Fluxo Eterno 

Grécia 500 a.C. – Heraclito

O conceito de que o mundo está em constante estado de mudança.

Nos colégios iniciáticos antigos é o conceito de movimento do fluxo de forças teúrgicas que movem a Terra e o Universo.

Fluxo eterno é um estado em que há sempre mudança e nada permanece o mesmo. A primeira exposição do fluxo eterno é tradicionalmente atribuída ao antigo filósofo grego Heráclito (c. 540-480 a.C.). Heráclito era apelidado de “o obscuro” e apenas fragmentos de sua obra sobreviveram, por isso é difícil ter certeza sobre o que ele queria dizer analisando esses conceitos pelo materialismo moderno. Entretanto, para os iniciados, ele se refere à movimentação das forças teúrgicas em consonância com as leis do Karma e Dharma no universo, que movem a evolução. 

De acordo com uma leitura tradicional, Heráclito adotou uma forma de fluxo eterno: tudo está mudando a todo momento. No diálogo Crátilo de Platão (c. 360 a.C.), Sócrates diz: “Creio que Heráclito diz que todas as coisas passam e nada permanece; ele diz que não se poderia entrar duas vezes no mesmo rio”. Em resposta, ele argumentou que, se os objetos do conhecimento estão em constante mudança, então o conhecimento perfeito e absoluto é impossível.

Com a mente concreta material sim, mas com a Mente Universal (o Manas dos Brâmanes Hindus), isso então é possível, afirmava Platão.

Estudos mais modernos de caráter filosófico estão inclinados, que “tudo está em estado de fluxo, incluindo o status quo”, mas admitindo que haja, estabilidade e fluxo subjacente. Um rio é o mesmo rio a cada momento porque é composto de água corrente.

O tema de fluxo eterno influenciou diretamente Platão (c. 428-c. 348 a.C.), que considerava o mundo comum como em fluxo e cuja Teoria das Formas pretendia situar os objetos do conhecimento em um reino imutável. A ideia de um mundo em constante mudança é recorrente ao longo da história da filosofia, e os obscuros fragmentos heraclitianos se prestam a várias interpretações diferentes. Filósofos modernos que examinaram mais a fundo a ideia de fluxo eterno de Heráclito incluem G. W. F. Hegel, Friedrich Nietzsche e Alfred North Whitehead.