Éter – O Quinto Elemento

Egito – Judeia – Grécia

C. 350 a.C. – O Quinto Elemento relatado por Aristóteles

Um elemento não observado, o Éter, é um dos cinco elementos que compõem o universo. 

O quinto elemento, conhecido como Éter, era um dos cinco elementos básicos da natureza no mundo grego antigo. Esses elementos fundamentais — fogo, água, terra, ar e Éter — eram a base do universo. Na verdade, ainda são, mas a ciência moderna ainda não tem como medir e provar a existência do Éter. 

Para os antigos gregos, o universo existia como um sistema de esferas celestes no qual a Terra era estacionária, localizada no centro, com todos os planetas, estrelas e outros corpos celestes ao seu redor em esferas que governavam seus movimentos. Em seu diálogo Timeu (360 a.C.), Platão (c. 424-c. 348 a.C.) escreveu sobre os elementos e seus diferentes tipos, identificando o Éter como a parte mais brilhante do ar. Aristóteles (384-322 a.C.), em sua obra Sobre os Céus (c. 350 a.C.), posteriormente levantou a hipótese de que o Éter era um quinto elemento nos espaços entre as esferas celestes.

“Há algo além dos corpos próximos e ao nosso redor…” Aristóteles, Sobre os Céus (c. 350 a.C.)

Após Aristóteles, a explicação clássica dos cinco elementos como as partículas fundamentais da natureza dominou o pensamento científico ocidental até o Renascimento. No entanto, o Éter, o quinto elemento, era diferente. Os cientistas podiam observar diretamente cada um dos outros quatro elementos na natureza, enquanto o Éter permanecia oculto. Aristóteles teve que fazer observações sobre o mundo e então formular a hipótese de um elemento que ainda não havia sido observado. A ciência moderna há muito dissipou a ideia dos elementos, mas o fato de o Éter não existir para a ciência oficial acadêmica e corporativa e nunca ter sido observado não diminuiu a importância do conceito. A postulação de Aristóteles de que uma partícula ainda não observada explicava outros fenômenos observados antecipou a noção científica de que uma hipótese deveria ser capaz de prever comportamento ou observação, um conceito central para a ciência moderna. Entretanto, essa ainda continua no escuro em relação ao quinto elemento – Éter. 

Éter luminífero, segundo a ciência moderna, é um meio elástico hipotético em que se propagariam as ondas eletromagnéticas, e cuja existência contradiz os resultados de inúmeras experiências, já não sendo, por isso, admitido pelas teorias físicas. O resultado da experiência de Michelson e Morley, cujo objetivo era medir a velocidade da Terra em relação ao Éter luminífero, levou os cientistas a abandonarem esta hipótese. Quando a ciência não consegue demonstrar modelos por desconhecimento, falta de capacidade ou impossibilidade de explicar o modelo, então atesta como falso ou inexistente. Por séculos, filósofos descreveram o Éter como o meio da luz e da energia, a “quintessência”. Então, no final do século 19, foi declarado obsoleto após a relatividade de Einstein, mesmo este declarando sua existência, mas a ciência considerou o experimento de Michelson-Morley rodado em 1887 (!) como prova definitiva. 

Nikola Tesla realmente construiu dispositivos baseados no Éter. Sua Torre Wardenclyffe supostamente era capaz de transmissão de energia sem fio. Após sua morte, o FBI apreendeu seus documentos. Tesla via o Éter como uma fonte de poder infinito e acessível a todos. Através dele, acima da estratosfera da Terra, seria possível transmitir eletricidade e energia para todos de forma gratuita. A parceria entre Nikola Tesla e George Westinghouse foi fundamental para a vitória da corrente alternada (CA) na “Guerra das Correntes” contra Thomas Edison no final do século XIX. Entretanto, quando George Westinghouse soube que Tesla trabalhava em um projeto pessoal de distribuir eletricidade grátis para o mundo, rompeu o contrato com o cientista. Possivelmente esse pode ser o problema da ciência acadêmica admitir que o Éter existe. Todos os meios energéticos são explorados economicamente por entidades públicas e privadas. A Ciência está tentando renomear o Éter com a denominação de campos quânticos. (i)

A Alquimia trata do mistério do Éter. 

É preciso distinguir entre Æther e Éter. Os estudantes neófitos de alquimia e teosofia são muito propensos a confundir o Éter com o Akâza e com a Luz Astral. Não é nem uma coisa nem outra, no sentido em que a ciência física descreve o Éter. O Éter é um agente material, embora nenhum aparelho físico o tenha, até agora, descoberto, enquanto o Âkâza é um agente distintamente espiritual, idêntico em certo sentido ao Anima Mundi, e a Luz Astral é apenas o sétimo e mais elevado princípio da atmosfera terrestre, tão impossível de descobrir como o Akâza e o verdadeiro Éter (Æther) , por ser algo que se encontra completamente em outro plano. 

O sétimo princípio da atmosfera terrestre, ou seja, a Luz Astral, é apenas o segundo da escala cósmica: A Escala de Forças, Princípios, e Planos cósmicos, de Emanações (no plano metafísico) e Evoluções (no físico), é a Serpente Cósmica que morde sua própria cauda, a Serpente que reflete a Serpente superior e que é refletida, por sua vez, pela inferior. 

O Caduceu explica este mistério e o quádruplo dodecaedro sobre cujo modelo, diz Platão, o Universo foi construído pelo Logos manifestado sintetizado pelo Primeiro-Nascido não-manifestado, dá, geometricamente, a chave da Cosmogonia e seu reflexo microcósmico, ou seja, a nossa Terra.

O Éter, verdadeiro Proteu Mitológico (ii), uma das “ficções representativas” da ciência moderna, é um dos princípios inferiores do que chamamos “Substância Primordial” (Âkâza em sânscrito), um dos sonhos da Antiguidade e que agora se tornou a ser o sonho da ciência de nossos dias. É a maior e mais atrevida das especulações restantes dos filósofos antigos. Segundo o Dicionário Webster, o Éter “é um meio hipotético de grande flexibilidade e extrema sutileza, que se supõe preenche todo o espaço, sem alterar o interior dos corpos sólidos, sendo o meio de transmissão da luz e do calor”. 

Para os alquimistas, contudo, tanto o Éter como a Substância Primordial não são coisas hipotéticas, mas verdadeiras realidades. Acredita-se geralmente que o Âkâza, da mesma forma que a Luz Astral dos cabalistas, são o Éter, confundindo-se este com o Éter hipotético da ciência. Grave erro. O Âkâza não é o Éter admitido como hipótese por Newton e nem o Éter dos ocultistas; é muito mais. O Âkâza é a síntese do Éter, é o Éter Superior. O Éter é o “revestimento” ou um dos aspectos do Âkâza; é sua forma ou seu corpo mais denso. 

Toda a vacuidade do Espaço (ou melhor, todo o conteúdo do Espaço) e sua propriedade característica é o som (a palavra ocupa). É o quinto dos sete Princípios ou Elementos cósmicos, que por sua vez tem sete estados, aspectos ou princípios. Este elemento semimaterial será visível no final da quarta Ronda (Kalpas)e se manifestará plenamente na quinta. O Éter, como o Âkâza, tem por origem o Elemento único. O Éter dos físicos, o Éter inferior, é apenas uma de suas subdivisões em nosso plano, a Luz Astral dos cabalistas, com todos os seus efeitos, tanto bons quanto maus. O Éter positivo, fenomenal, sempre ativo, é uma força-substância, enquanto o onipresente e onipenetrante Æther é um dos aspectos do Âkâza.

Notas

(i) Aether: The Forgotten Fifth Element

(ii) Principais Aspectos do Proteu Mitológico:

Poder de Metamorfose: Capaz de assumir a forma de leão, dragão, leopardo ou outras criaturas assustadoras para escapar.

Premonição: Possuía o conhecimento do passado, presente e futuro, sendo procurado por heróis para previsões.

Residência: Frequentemente associado ao Egito (mencionado por Heródoto como rei) e descrito como guardião dos rebanhos de focas de Poseidon.