Alegoria da Caverna – Platão
Grécia 360 a.C.

Alegoria da Caverna é a metáfora de Platão para a condição humana e a necessidade de transformação e evolução.
A Alegoria da Caverna aparece no diálogo socrático de Platão (c. 424-c. 348 a.C.), A República (c. 360 a.C.).
Começa com uma caverna subterrânea habitada por prisioneiros que estão acorrentados lá desde a infância. Os prisioneiros só podem olhar para o fundo da parede, onde sombras bruxuleantes estimulam suas imaginações e os fazem pensar que tudo o que imaginam é real. No entanto, se um prisioneiro se libertasse e visse a causa das sombras – figuras caminhando nas proximidades de uma fogueira bruxuleante – ele começaria a reavaliar o que achava real. Além disso, se esse prisioneiro escapasse da caverna, ele seria capaz de ver o próprio sol, que ilumina tudo no mundo da maneira mais real. No entanto, se esse homem livre retornasse à caverna para explicar suas descobertas aos outros prisioneiros, ele não estaria mais acostumado à escuridão que eles compartilham, e para essas pessoas ignorantes (não iniciados e não iluminados) ele soaria como um tolo ou louco.
Essa alegoria contém raízes na transformação da espiritualidade e da elevação mental (clarividência) ensinado nos colégios iniciáticos e filosóficos do Egito, Grécia e pelos Essênios (Sinai). O mito ou alegoria tem sido altamente influente na história da filosofia por sua descrição sucinta do pensamento epistemológico, ético, metafísico e educacional de Platão.
A caverna representa o nosso mundo; nós, humanos, somos prisioneiros do que imaginamos, coisas como sexo, poder e dinheiro sendo as coisas esmagadoramente reais e importantes da vida, quando, na verdade, são sombras de bens maiores que temos a capacidade de conhecer. O fogo é a inspiração que nos ajuda a acender até finalmente nos depararmos com a realidade. A descida do prisioneiro liberto de volta à caverna representa o dever ético do filósofo, que, tendo descoberto a verdade, tenta ajudar os outros a buscarem a iluminação.
Esse é nosso objetivo em Maat – A Jornada do Conhecimento.

