Bodhisattva (Sânscrito) – Budismo Mahayana
Seres humanos (budhas terrestres) que alcançam a condição divina por mérito e esforço próprio (Gautama Buda, Confúcio), ou seres de consciência e hierarquia divina que se materializam na Terra (Krishna, Jesus, Moisés, Faraó Akhenaton), que dedicam suas vidas a ajudar todos os seres a alcançar a iluminação.
Significa “veículo maior”, “ser desperto” e se refere aos iluminados que se dedicaram a ajudar todos os seres a atingir a iluminação. A Escola Theravada do budismo afirma que o objetivo é nos tornarmos um Arhat1 de fogo um ser iluminado (retorno ao Logos dos gregos) que atingiu o Nirvana (Sânscrito – Estado Budhico de retorno ao divino) e pode sair do Samsara (Sânscrito – o ciclo de renascimentos e mortes da reencarnação). O conceito Mahayana do Bodhisattva leva o Arhat um passo adiante, afirmando que após atingir a iluminação, pode-se escolher permanecer no ciclo de renascimento para ensinar os outros até que todos os seres sencientes se tornem iluminados.
Isso é motivado pela bodhicitta, um senso universal de compaixão por todos os seres que é despertado quando alguém realiza a iluminação. Os Bodhisattvas praticam uma ética que envolve a “troca de si e do outro” (paratmaparivartana), na qual eles colocam o bem-estar de outros seres sencientes acima do seu próprio. Esta é a expressão máxima de anatman (não-eu), pois erradica a distinção entre o bem de uma pessoa e o bem de outros seres. Isso às vezes exige que eles façam uso de upaya (meios hábeis), que são ações que podem violar preceitos morais convencionais, mas, no entanto, promovem a iluminação.
Ainda e literalmente: “Aquele cuja essência (sattva) tornou-se inteligência (bodhi)”, aquele a quem falta apenas uma encarnação para chegar a ser um Buddha perfeito, isto é para ter direito ao Nirvana. Este, como aplicado aos Buddhas Manuchi (terrestres). No sentido metafísico, Bodhisattva é um título dado aos filhos dos Dhyâni Buddhas celestes. Aquele que possui o dom ou qualidade de Bodhi (sabedoria suprema ou iluminação). Na ordem hierárquica, o Bodhisattva é inferior ao “Buddha perfeito”. Na linguagem exotérica, estes dois termos são muito confundidos. Contudo, o inato e justo sentimento popular, em razão do grande sacrifício que o Bodhisattva fez de si mesmo, em sua respeitosa estima, colocou-o em lugar mais eminente que o de Buddha. Nos países búdicos do norte da Ásia, cada novo Bodhisattva, o grande Adepto Iniciado, recebe o nome de “libertador da humanidade.
1 Arhat é um termo sânscrito que significa “o digno, aquele que merece louvores divinos” e é usado em religiões orientais e escolas esotéricas do ocidente para designar um ser de elevada estatura espiritual. No budismo, um arhat é alguém que atingiu a iluminação e o Nirvana, liberando-se do ciclo de renascimentos. O termo arhat deriva de contextos pré-budistas na Índia, onde significava um ser “digno”. O arhat é descrito no Dhammapada como um sábio que não se ressente de nada, é firme como um pilar alto e tão puro quanto um lago profundo livre de lama. Algumas variantes do termo arhat são: Arahant (páli), Araham, Rahat, Lohan (na China), Grandmat (no Brasil). No tibetano, o termo para arhat é dgra bcom pa, que significa “aquele que destruiu os inimigos das aflições”.

