Atlântida (segundo Soro e Platão), Egito, Grécia (400 a.C.)
Conceito histórico e filosófico.
Demócrito: “As peças fundamentais do universo e a substância básica de toda a matéria”. “Nada existe além deátomos e espaço vazio; todo o resto é uma opinião.”

Os átomos compõem tudo o que existe. São as menores partículas de matéria possíveis e estão presentes em tudo.
A partir dessa única partícula elementar de matéria primária, todos os gases, sólidos, líquidos e até mesmo a luz surgem. Essa compreensão do mundo foi expressa pela primeira vez pelo filósofo grego antigo Demócrito (c. 460-c. 370 a.C.). Segundo Demócrito, as qualidades de vários tipos de átomos — diferenciados por forma, peso ou tamanho — explicavam as diferentes propriedades que podiam ser observadas em diferentes estados da matéria.

Demócrito baseou suas noções de teoria atômica quase puramente em conjecturas e especulações, segundo os historiadores modernos pois alegam que ele não tinha como observar os fenômenos atômicos. Ideias semelhantes sobre átomos também surgiram na Índia em épocas anteriores, embora tenha sido Demócrito quem as apresentou com o termo “átomos”.
No entanto, foi somente no final do século XVIII e início do século XIX que os avanços científicos permitiram que pesquisadores, como John Dalton (1766-1844), testassem a teoria atômica de Demócrito. O trabalho de cientistas subsequentes levou à compreensão contemporânea dos átomos, seus componentes e partículas subatômicas.
Embora a teoria atômica tenha começado como pouco mais do que reflexões filosóficas, ela acabou se tornando um conceito fundamental da ciência moderna. A teoria atômica não apenas permitiu medições quantitativas e empíricas da matéria, como também permitiu que os pesquisadores fizessem e testassem previsões com base em sua compreensão de como a matéria era composta no nível fundamental, possibilitando o desenvolvimento de aplicações científicas teóricas e práticas.
Conceito metafísica e teosófico.
O atomismo científico é uma tese explicativa: tudo o que observamos pode ser explicado pela interação de unidades fundamentais (átomos, partículas, campos) segundo leis naturais. A ciência usa como características centrais: método empírico e matemático; causalidade eficiente (causa → efeito); tendência ao reducionismo; não responde ao “por quê último”, apenas ao “como”.
A ciência não afirma que só existe matéria; ela apenas trabalha como se a matéria fosse suficiente para explicar fenômenos observáveis.
A metafísica pergunta aquilo que a ciência pressupõe, mas não demonstra:
- O que é “existir”?
- O que é causalidade?
- O que fundamenta as leis da natureza?
- A realidade é apenas material?

Ela não compete com a ciência; ela interpreta, ou melhor ela intui ou acessa pela clarividência através de poderes psíquicos desenvolvidos e desconhecidos pela ciência, os quais acessam o invisível e as frequências não conhecidas pela ciência materialista, exemplo clarividência da glândula pineal*.
Historicamente, a ciência herda a intuição de Demócrito e Epicuro, mas não assume suas conclusões metafísicas automaticamente. Como Demócrito e Epicuro em 400 a.C. poderiam ter consciência e noção sobre o átomo como essência da matéria?
Na metafísica entra o porquê. Eles foram instruídos ou tiveram informação através de colégios iniciáticos do Egito e Grécia que obtinham essa informação de fontes ainda mais antigas. Do antigo Egito e da Atlântida que dominavam o processo da clarividência e transformação da matéria pela manipulação dos átomos e energias telúricas. Platão explica sobre o continente submerso, último cataclisma aproximadamente 9.000 antes do seu tempo, nos diálogos de Timeu e Crítias.
Essa herança também será fonte de trabalho para os alquimistas medievais.
* Glândula pineal – Também chamada de “Terceiro Olho”. É uma pequena massa de substância nervosa, cinza-avermelhada, do tamanho de uma ervilha, aderida à parte posterior do terceiro ventrículo do cérebro. É um órgão misterioso, que, em outros tempos, desempenhou papel importantíssimo na vida humana. Durante a terceira Raça e no início da quarta, existiu o Terceiro Olho, órgão principal da espiritualidade no cérebro humano, local do gênio, o “Sésamo” mágico, que, pronunciado pela mente purificada do místico, abre todas as vias da verdade para aquele que sabe usá-lo (Doutrina Secreta, III, 506). Um Kalpa (ciclo) depois, devido ao gradual desaparecimento da espiritualidade e do aumento da materialidade humana, substituída a natureza espiritual pela física, o Terceiro Olho foi-se “petrificando”, atrofiando-se gradualmente, começou a perder suas faculdades e a visão espiritual tornou-se obscurecida. O “Olho Divino” (Devâkcha, como é chamado pelos ocultistas o Terceiro Olho) já não existe; está morto, deixou de funcionar. Porém, deixou atrás de si um testemunho de sua existência e este testemunho é a Glândula Pineal, que, com os novos progressos da evolução, voltará a entrar em plena atividade. Em nossos dias, a prática do Râja-yoga conduz ao desenvolvimento das funções do Terceiro Olho, das faculdades de clarividência, transmissão do pensamento e outros poderes ocultos. (Doutrina Secreta, III, 503, 504, 577 etc.)


