Maat – O Despertar da Consciência

Egito Antigo

Não há como sustentar no longo prazo dogmas, políticas e processos que enrijecem a mente e o espírito, porque o universo é dinâmico. Não há como segurar o universo. Ele vai se mover, queira você ou não. Portanto, a única coisa permanente no universo, é a mudança.

Ma’at é mais que uma deidade do panteão egípcio dos deuses, ela é um conceito e um arquétipo. Tanto assim é que não existem templos dedicados a Ma’at. O povo do antigo Egito sabia que Ma’at está em tudo. Um princípio personificado de retidão, regularidade, ordem das coisas no universo. É o Dharma dos hindus e tibetanos. Ma’at é o equilíbrio da ordem e da justiça, é princípio da verdade que se faz presente. Conceito e arquétipo cósmico e terreno, social e humano mais venerado no antigo Egito e difundido para outras culturas, e que de certa forma chega até nós.

Embora a primeira menção de Ma’at ou Maât – o antigo princípio egípcio de verdade, justiça e regularidade no universo – esteja nos textos incrustrados nas pirâmides do Cairo e no Vale dos Reis, o conceito geral é muito mais antigo do que se imagina na oficial ciência da arqueologia. Como o Asha persa, o Rta hindu, o antigo Dao chinês e o Natura estoico, Ma’at é o padrão divino e o princípio ordenador da criação, em oposição ao caos espiritual e físico. O conceito egípcio de caos, chamado Isfet, é semelhante às “águas” das tradições mesopotâmica e bíblica, que Deus separou e conteve para criar o mundo. E assim como a Bíblia fala metaforicamente da sabedoria ordenadora de Deus no feminino (“Sabedoria… Ela…”), Ma’at também era frequentemente retratada como uma deusa que traz ordem e justiça ao universo. Na iniciação secreta dos egípcios dignos de conhecer os mistérios iniciáticos, ela era vista como responsável por regular as estrelas e as estações, bem como as ações de mortais e deuses em seus planos físicos e espirituais.

Ainda que um princípio tão amplo quanto Ma’at possa ser visto em todos os lugares, ela era mais frequentemente vista no trono do julgamento. Como o princípio da verdade e da justiça, Ma’at agia como juíza ou conselheira do juiz do submundo Anúbis. Sua tarefa neste papel era determinar se uma alma era justa ou injusta pesando o coração (a consciência) da pessoa morta contra uma pena. Se a balança equilibrasse, então o falecido era autorizado a continuar sua jornada evolutiva de vida após a morte; se o coração fosse mais pesado que a pena, então o falecido era considerado como não tendo seguido os princípios morais e sagrados durante sua vida, então ele era devorado pelo deus Ammit do submundo. Na política, os faraós eram frequentemente chamados de “os senhores de Ma’at” porque eles deveriam manter a ordem na sociedade como governantes responsáveis perante o divino. O termo “Ma’at” exerceu influência ilimitada fora do Egito, o conceito – além dos mencionados acima, equivale a Nemesis dos gregos; Fatum dos romanos e de certo modo ao Karma dos hindus – é, portanto, central para como a maioria das sociedades entendem a ordem, especialmente a ordem moral aliada ao equilíbrio da verdadeira justiça imparcial.

As polarizações internas das instituições de hoje, e de forma excessiva, são os passos para o abismo. Por que a civilização egípcia perdurou por milhares de anos além de várias outras civilizações? Porque eles se guiavam pelo princípio de Ma’at que regiam o povo, o estado, o sacerdócio e a religião. Como já dito, o universo se movimenta, então a fabulosa cultura egípcia migrou, e o que é bom está difundido entre culturas. Se você se senta em uma cadeira a frente de uma mesa para realizar uma refeição com talheres, tudo isso é criado e difundido pelo conhecimento egípcio. Outras culturas sentavam-se ao chão, comiam de forma distinta. Os romanos trouxeram a cultura de cadeiras e mesas do antigo Egito. Só um exemplo.  

O desequilíbrio e a desordem, é a falta do princípio Ma’at. Assim viam o povo e os sábios do antigo Egito.

Temos de sobra na atualidade a falta deste princípio. Por isso estamos fazendo esse trabalho, que mesmo sendo um grão de areia, busca restabelecer a verdade e o equilíbrio das coisas através da verdade, da informação e do conhecimento. Esse é o objetivo maior dos artigos que escrevo dispostos aqui no blog. Possivelmente uma parcela pequena de pessoas terá acesso a eles, e uma parcela menor ainda os lerão e ampliarão seu princípio Ma’at latente para auxiliar a evolução do conhecimento e da justiça. Um grão de areia. Mas é uma pequena ação. É a minha contribuição.

Sabedoria e a consequente expansão de Consciência não acontecem sem Ma’at, ou sem equilíbrio das coisas. A Verdade não pode ser conhecida sem o Conhecimento. A divindade egípcia Tot (sabedoria, lei e conhecimento) está ligada a Ma’at na mitologia egípcia. Como esposo e esposa, princípios criadores do mundo. Ma’at é feminino, porque é esse princípio-gênero que produz, gera e expande. Princípio de ação, que cedo ou tarde, faz acontecer a ordem e a verdade.

A pena de Ma’at representa a leveza, pureza da ordem e da verdade. Nos hieróglifos, quando se avista uma pena, já se sabe que estavam se referindo ao princípio maior Ma’at.

Nosso programa de jornada pelo conhecimento se guia por esses princípios universais de Ma’at, a busca da verdade, do equilíbrio, da responsabilidade pelos atos praticados e da justiça.

Ser Ma’at é, ser verdadeiro, transparente, se posicionar, buscar equilíbrio entre forças antagônicas, ser ético ao julgar e íntegro ao agir. É o que buscamos aqui em Ma’at – A Jornada do Conhecimento.

Venha conosco e ative o princípio divino Ma’at que habita sua mente, emoção e espírito.

Tudo no Universo é criado três vezes: primeiro no coração, depois na mente, e então no mundo.
Gautama Buddha

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